
A garça mora no morro durante o dia voa até a lagoa pra se alimentar. Não distingue feriados Natal, Ano Novo, Páscoa ou jogo de final. O seu relógio é o sol,seu calendário é a posição dos astros no mar sideral.
E vê a mãe que chora
E vê a mãe que chora
O filho que comemora
A multidão calejada avançar
E vê a vela pra santa
O avião que levanta
A frente fria chegar e passar.
(A garça - Forfun)
Acordou e decidiu que daria um jeito em tudo aquilo.
Faria diferente. Deixaria se levar pelo mundo da não reflexão que tanto a cercava. Viveria um dia inteiro, 24 horas com mente e corpo independente.
Dançou infinitamente, contou e ouviu historias inacreditáveis, pediu mais algumas doses, achou interessante o Valium, fez sexo sem culpa, interessou-se e desistiu, riu dos casais da TV, convidou a arrogância para um passeio a dois, entrou na discussão,falou sem parar, venceu, debochou, esqueceu, quis mais um pouco e de repente passou.
Acordou.
E descobriu a solidão ainda inteira dentro de si, nem um centímetro cúbico a menos e percebeu que viver, definitivamente, não é pra amadores.
Acordou.
E descobriu a solidão ainda inteira dentro de si, nem um centímetro cúbico a menos e percebeu que viver, definitivamente, não é pra amadores.
É, viver, e todo o resto, são muito mais...
ResponderExcluirBelas linhas!