"Todo o amor que houver nesta vida e algum remédio que me dê alegria..."

domingo, 24 de julho de 2011




A garça mora no morro durante o dia voa até a lagoa pra se alimentar. Não distingue feriados Natal, Ano Novo, Páscoa ou jogo de final. O seu relógio é o sol,seu calendário é a posição dos astros no mar sideral.
E vê a mãe que chora

O filho que comemora

A multidão calejada avançar

E vê a vela pra santa

O avião que levanta

A frente fria chegar e passar.

(A garça - Forfun)


Acordou e decidiu que daria um jeito em tudo aquilo.

Faria diferente. Deixaria se levar pelo mundo da não reflexão que tanto a cercava. Viveria um dia inteiro, 24 horas com mente e corpo independente.

Dançou infinitamente, contou e ouviu historias inacreditáveis, pediu mais algumas doses, achou interessante o Valium, fez sexo sem culpa, interessou-se e desistiu, riu dos casais da TV, convidou a arrogância para um passeio a dois, entrou na discussão,falou sem parar, venceu, debochou, esqueceu, quis mais um pouco e de repente passou.
Acordou.
E descobriu a solidão ainda inteira dentro de si, nem um centímetro cúbico a menos e percebeu que viver, definitivamente, não é pra amadores
.

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