"Todo o amor que houver nesta vida e algum remédio que me dê alegria..."

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Nunca, desde os primeiros passos em jornal, acreditei na famosa “imparcialidade” que se pede ao jornalismo. A “imparcialidade” que a boa – fé reclama, quando existe (e em alguns casos existe), corresponde a uma castração da personalidade do redator. Todos nós temos uma posição diante do mundo, que pode ser a melhor ou pode ser a pior, mas a temos. Essa posição está associada à nossa identidade essencial. O jornalista pose ser rigoroso na descrição dos fatos, mas será muito difícil evitar a simpatia por uma ou outra pessoa envolvida, por uma ou outra idéia em jogo. José Calazans Filho, grande companheiro de jornal, um pouco mais velho, deu-me a chave precisa, no dia em que o consultei sobre uma matéria envolvendo pessoas importantes da cidade: “Se você não conseguir ter uma visão muito clara da situação e não tiver tempo para investigar a fundo, fique com a parte mais débil. A injustiça contra o forte, mesmo que seja detestável, como toda injustiça, é melhor do que a injustiça contra o fraco. O forte consegue restabelecer a verdade e recuperar a credibilidade. O pobre, ao perder a reputação,desgraça-se para sempre”

(Mauro Santayana do livro Repórteres- Audálio Dantas)

Um comentário:

  1. Concordo plenamente! Impossível não "tomar um partido", é da nossa natureza isso. Ainda mais pra gente, que informa e forma opiniões.

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