"Todo o amor que houver nesta vida e algum remédio que me dê alegria..."

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


“Suzane segurou as lágrimas porque sabia que solta-las ali seria fatal. O problema é que estava segurando a tanto tempo que sentiu que não conseguiria, sairiam como água da torneira quebrada.”
(...)
"Reinvento todos os dias maneiras novas de sentir as mesmas coisas. Brigo com o tédio, me controlo, perco a respiração, afundo e já não tenho controle. Sinto meu corpo inteiro se arrepiar de medo, abro os olhos e consigo respirar.
Continuo trêmula, o medo não passa mesmo depois de acordar. "
(Superficial - R.S)
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“ Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.”
(Carlos Drummond de Andrade)
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“Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia…”
(Friedrich Nietzsche)

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