Que vagam pelo mundo, derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com caras de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo
Que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas mini-certezas
Vive contando dinheiro e não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde vamos pedir piedade"
(Cazuza - Blues de Piedade)
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Se eu te contasse todos os meus segredos, você entenderia? Não se preocupe com a quantidade, entenderia? ou melhor nem tentar?
Você pode me dizer que não tem segredos? Quem não tem medo? Quem tem certeza que levará consigo todos esses sonhos, e dores, e alegrias e pessoas de hoje? Quem aqui vai dobrar a esquina e me dar à garantia que vai voltar? E pra quem ai eu posso garantir que voltarei? Nem pra minha mãe em pé na porta, me dando um beijo eu posso garantir: “mãe talvez eu volte, talvez não, não me responsabilize por isso.”
Quem ai vai garantir? E quem vai cuidar dela pra mim?
Pra quem eu vou ligar chorando no meio da noite? E quem aí vai ser capaz de entender que às vezes eu não to pra ninguém, nem pra mim mesmo.
Quem ai vai estar do meu lado quando eu desobedecer à placa, e entrar na contramão?
Quem vai me dar à vitamina certa pra eu acordar e pensar “é hoje” em vez de ligar a TV e deixar pra amanhã?
Por qual caminho eu escondo a mensagem avisando ao meu cérebro que nem sob qualquer tipo de tortura ele deve ceder?
Por quantas pessoas eu vou me arriscar sem nenhum pré-arrependimento?
Quantas vão se arriscar por mim? E demorará quanto tempo pra que eu pare de esperar por isso?
Quem não vai sentir medo quando eu disser que é só um pouco de febre? E quem vai me abraçar sem eu precisar pedir? E quem não vai se assustar quando o coração começar a transbordar? Quem é capaz de não fingir por 10 minutos?
E quem, quem ai quer ouvir meus segredos? Talvez eu demore pra contar, talvez eu só queira me deitar, talvez eu acenda um cigarro, talvez eu discorde de você, talvez eu decida guardá-los só pra mim, e deixe que você acredite que isso tudo é uma grande farsa.
Quem ai vai garantir? E quem vai cuidar dela pra mim?
Pra quem eu vou ligar chorando no meio da noite? E quem aí vai ser capaz de entender que às vezes eu não to pra ninguém, nem pra mim mesmo.
Quem ai vai estar do meu lado quando eu desobedecer à placa, e entrar na contramão?
Quem vai me dar à vitamina certa pra eu acordar e pensar “é hoje” em vez de ligar a TV e deixar pra amanhã?
Por qual caminho eu escondo a mensagem avisando ao meu cérebro que nem sob qualquer tipo de tortura ele deve ceder?
Por quantas pessoas eu vou me arriscar sem nenhum pré-arrependimento?
Quantas vão se arriscar por mim? E demorará quanto tempo pra que eu pare de esperar por isso?
Quem não vai sentir medo quando eu disser que é só um pouco de febre? E quem vai me abraçar sem eu precisar pedir? E quem não vai se assustar quando o coração começar a transbordar? Quem é capaz de não fingir por 10 minutos?
E quem, quem ai quer ouvir meus segredos? Talvez eu demore pra contar, talvez eu só queira me deitar, talvez eu acenda um cigarro, talvez eu discorde de você, talvez eu decida guardá-los só pra mim, e deixe que você acredite que isso tudo é uma grande farsa.
isso são perguntas que tb me faço....e, às vezes quero respostas......outras tantas, não.....sei lá......valew Reh, sempre me faz pensar....
ResponderExcluirBoas perguntas.
ResponderExcluirÀs vezes pensamos que não precisamos de ninguém, que somos auto-suficientes, mas no fundo (nem tão fundo assim) todos temos estas perguntas, todos queremos alguém e todos dependemos dos outros muito mais do que queremos admitir.
Bjo
eu gosto tanto dos seus textos, me faz pensar tanto ..
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