"Todo o amor que houver nesta vida e algum remédio que me dê alegria..."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


**A arte de Ben Heine
"É o que pulsa o meu sangue quente
É o que faz meu animal ser gente
(...)
Mirando a mente em algo producente
Meu alvo é a paz!
Vou carregar de tudo vida afora
Marcas de amor, de luto e espora
Deixo alegria e dor ao ir embora
Amo a vida a cada segundo
Pois para viver eu transformei meu mundo
Abro feliz o peito, é meu direito!"
(Compasso - Angela Rô Rô)
Aqueles que são completamente felizes com suas festas intermináveis, suas baladas divertidas, seus abadas, suas viagens ao exterior, suas dezenas de amigos na rede social, seus cruzeiros, suas histórias cinematográficas – os comprimentos da era da solidão, da era dos inconformados, da era dos que não conseguem se aquetar diante do mundo, os comprimentos daqueles que procuram um pouco da simpatia, de perdão e de sinceridade tão necessários – comprimentos daqueles que sentem uma inquietação enorme capaz de estremecer, endoidecer, daqueles cujo coração bate como se falasse. Comprimentos daqueles que sentem como se levassem um soco na nuca quando presenciam certas coisas no mundo. Daqueles que vivem como um fantasma solitário exprimido em uma verdade que ninguém ouve.
Comprimentos,um pouco de angústia e um tanto de inveja a todos aqueles que permanecem em um mundo repleto de fantasia. Aqueles que permanecem felizes 101% do tempo.
Comprimentos daqueles que vivem com um muro de Berlim dentro de si, com exceção de alguns centimetros cubicos dentro do crânio.

Um comentário:

  1. São todos esse comprimentos de pessoas que formam o mundo que nos cerca tanto direta, quanto indiretamente. Só resta olharmos ao nosso próprio eu, e antes de julgarmos qual ser humano, tentar aprender com cada personalidade e saber que as diferenças é o que nos faz sair da rotina,aprendendo a ver e vivenciar o "novo mundo".

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