"Todo o amor que houver nesta vida e algum remédio que me dê alegria..."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


"É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste que o nosso fim."
(Tati Bernardi)
Tive notícias suas me pedindo para não nos falarmos mais.
No mesmo instante sinto uma pontada no estômago.
Estranho. Não te amo mais e ainda sim penso em você e em todos os nossos planos constantemente.
É como se eles viessem de outro século.
Vejo você cometendo os mesmos erros de antes. Calo-me e cometo erros novos.
Mais os de antes, esses estão longe de mim, agora.
“As mágoas ficaram no passado, entenda”, não deixo de sorrir ironicamente.
Tudo pertence ao passado agora.
E as mágoas não têm nem menor nem maior espaço no baú.
Lembro-me bem de cada momento. Ainda por esses dias, passei no que antes era nossa rua, vi nossa casa, e a pontada no estômago reapareceu.
Não sei descrever o que sinto quando lembro o passado. Do meu passado. Do seu passado. Sinto algo parecido como quando a gente acorda, sabe que o sonho foi bom mais algo faltou e isso da uma puta sensação de vazio...
Sentia este vazio com você e sinto agora sem você.
Mas agora tanto faz se eu estou sozinha ou não. Já não tenho você pra explicar os meus medos, já não me preocupo com o que dizer quando chego em casa, já não quero mais dividir contas, não quero almoço de domingo, não quero ser mãe de família e sinceramente não me importo se verei você de novo ou não.
Na verdade, ultimamente, ando me preocupando pouco.
Apenas alguns acertos que acontecerão em algum momento me tiram o sono.
“Espero que entenda os meus motivos.”
Não me faça perder o meu tempo com os seus motivos! Nada que me leve a você me interessa mais... Apenas gostaria que você levasse todas as minhas lembranças junto com os seus motivos pra algum lugar longe da vista e como alguém que perdeu a memória eu pudesse acreditar em histórias de amor, para poder cometer enlouquecidamente os meus erros de antes.

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